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  • [ENTREVISTA] - ESCRITORA LUIZA VALENTE

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    Olá gente! Livros são viciantes e, com certeza, isso não é nenhuma novidade. Contudo, descobrir quem escreve essas maravilhas, é MELHOR AINDA. Dessa maneira, venho mostra para vocês uma entrevista estupenda que a queridíssima Luiza Valente nos concedeu. Ela é autora das seguintes obras: Sonata em Auschwitz, Uma Praça em Antuérpia, O Segredo de Oratório e Israel: Rotas e Raízes. Enfim, vamos conferir ?   

    1 - Primeiramente, antes de tudo, gostaria de agradecer por topar essa entrevista conosco. Em segundo lugar, poderia se apresentar para os leitores de Oxente, leitora!?
    Sou Luize Valente, escritora, jornalista e documentarista. Carioquíssima, amo o Rio de Janeiro,  e tenho ascendência portuguesa e alemã. Minha outra cidade é Lisboa. Todos meus trabalhos individuais na ficção e não ficção tem a ver com temas históricos, ligados ao judaísmo, Holocausto, 2a GM e Inquisição. Estreei profissionalmente na literatura, em 2012, com o romance O Segredo do Oratório (editora Record), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2013. Em 2015 lancei meu segundo romance, Uma Praça em Antuérpia, também pela Record. Os direitos de adaptação para cinema e televisão de Uma Praça em Antuérpia e O Segredo do Oratório foram adquiridos, em 2017, pelos diretores Breno Silveira (Conspiração Filmes) e Paula Fiúza (documentário “Sobral”). Ainda em 2017, publiquei  meu mais recente romance, Sonata em Auschwitz (Editora Record), já vendido para  Portugal, Itália e França. Sou também autora, com Elaine Eiger, do livro Israel Rotas e Raízes (2000) e dos documentários Caminhos da Memória – A Trajetória dos Judeus em Portugal (2002) e A Estrela Oculta do Sertão (2005), ambos premiados em festivais. Sou formada em Jornalismo e pós-graduada em Literatura Brasileira pela PUC/RJ. Como jornalista, atuei por mais de 25 anos na televisão cobrindo assuntos internacionais, na GloboNews, na TV Globo, na Bandeirantes e no GNT. Não vou falar minha idade...mas já fiz muita coisa!!! Tem mais informações sobre meus livros e documentários no site www.luizevalente.com e nas minhas redes sociais!  Dêem uma olhada!
    2 - Eu adoro saber o que leva as pessoas a escreverem, acho bastante instigante a forma como alguém consegue criar uma história. Enfim, o que lhe levou a começar a escrever?
    Eu diria que minha fascinação pela leitura, pelos livros,  me levou a escrever. Sou leitora voraz desde pequena. Sempre fui ávida por histórias, e quando não encontrava a história que queria ler...começava a escrevê-la. Sigo assim até hoje!   
    3 -  Você em algum momento pensou em desistir? E se sim, responde o motivo e se não, também gostaria de saber o porquê.
    Eu escrevo a vida toda. Mas, profissionalmente, e como autora de uma grande editora, como a Record, é um desafio constante. Tenho que lidar com prazos, mercado editorial, lançamentos, divulgação, etc ...  tudo em meio ao que mais gosto de fazer: criar tramas e desenvolvê-las. Continuo na luta, mas digo que é puxado. A escrita exige disciplina e deadlines, se você quer ser um profissional. Dá muito medo, às vezes. Temos um compromisso muito sério com o leitor.  
    4 - Os seus livros foram bem aceitos pelo público? Pois, sabemos que a literatura brasileira está se expandindo, ou seja, a concorrência é maior e, assim, é bastante complicado se manter no mercado.
    Eu escrevo romances históricos, focados na 2a Guerra, no Holocausto, e na Inquisição. Todos os meus livros tem cenários em outros países – como Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Polônia, Romênia – além do Brasil. Um tipo de literatura que não tem muita gente, na área de ficção,  fazendo em nosso país. Gosto de tramas com segredos que prendem o leitor até o final e parto de uma pesquisa histórica rigorosa, que compõe o pano de fundo das tramas. Junto à pesquisa em livros, documentos e internet, eu entrevisto pessoas e faço viagens onde percorro os mesmos caminhos e visito os locais onde supostamente vivem os personagens que crio.  Acho que esta combinação tem cativado os leitores. Meus livros tem sido bem aceitos e espero que cheguem cada vez mais a mais leitores! Aliás, iniciativas como o Oxente, leitora!, são fundamentais para nós, autores! Vocês ajudam muito a levar nossos livros para a frente.
    6 - Conseguir obras em pdf de forma ''ilegal'' está cada vez mais comum. Na sua concepção, isso pode influenciar para a desvalorização dos livros vendidos tanto em ebook como físico? 
    Sim. A pirataria é um problema muito sério pois nós, escritores, precisamos viver da venda dos livros! É nosso trabalho, não é um hobby. Não temos patrocinadores. Precisamos pagar contas para continuar a escrever mais livros.  E não são só os autores os grandes prejudicados. São também as editoras, as gráficas, as livrarias e as milhares de pessoas que trabalham no setor.
    7 - Recentemente você lançou um livro, certo? Qual foi a parte mais difícil para construi-lo? 
    Meu livro mais recente se chama  Sonata em Auschwitz. Aqui vai um a sinopse do livro:
    Um bebê nascido nas barracas do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia,  em setembro de 1944. Uma sonata composta por um jovem oficial alemão, na mesma data, também em Auschwitz. Duas histórias que se cruzam e se completam. Décadas depois, Amália, jovem portuguesa, começa a levantar o véu de um passado nazista da família a partir de uma partitura que lhe é revelada por sua bisavó alemã. A dúvida de que o avô, dado como morto antes do fim da Segunda Guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro, a leva a atravessar o oceano e a conhecer Adele e Enoch, judeus sobreviventes do Holocausto. A ascensão do nazismo na Alemanha, a saga dos judeus húngaros da Transilvânia, os guetos na Hungria e Romênia, os trens para Auschwitz, os mistérios acontecidos no campo de extermínio da Polônia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos num lago de Potsdam oferecem os trilhos que Amália percorrerá para montar o quebra-cabeça.”
    Por causa do tema – Holocausto –  várias partes foram difíceis. Acho que o mais duro foi reconstruir a sensação de opressão, de estar dentro de um campo de concentração, de um gueto, de sofrer perseguição e preconceito.  
    8 -  O que o leitor pode esperar da narrativa dos seus livros?
    Algumas pessoas têm me dito que faço uma literatura sensorial,  em todos os meus livros. Gosto de levar o leitor para dentro da narrativa, despertar os sentidos e provocar sensações. O leitor  vai descobrindo a trama juntos com os personagens, vai se envolvendo, se emocionando! Acho que é uma narrativa que prende o leitor pois sempre traga um mistério, um segredo, que só é desvendado nas últimas páginas, e sempre tem fatos históricos como pano de fundo.
    9 - Das suas obras, qual seu personagem que mais é instigante? Você se inspirou em alguém para cria-lo?
    Vou falar do mais recente, Sonata em Auschwitz. A personagem Adele foi inspirada numa senhora que conheci, chamada Maria Yefremov, a quem dedico o livro e que faleceu em dezembro de 2017, aos 104 anos. Dona Maria era judia e sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Ela chegou ao  Campo, grávida, em 1944. Passou por todas as privações e maus tratos e conseguiu manter a gravidez até o parto. Porém, quando o bebê nasceu foi diretamente levado para a morte por um soldado alemão. Dona Maria só teve poucos momentos para olhar a criança e saber que era uma menina. Essa história me marcou muito e daí nasceu Sonata em Auschwitz . O livro surgiu da pergunta que fiz a mim mesma: E se este soldado tivesse optado pela vida, por salvar a bebê, o que aconteceria?
    10- Os gêneros dos seus livros são romances, pretende mudar escrever algo diferente, que não pertence a esse mesmo meio que você já está acostumada?
    Por enquanto espero continuar me embrenhando pelo romance histórico! Mas já arrisquei escritos em outras áreas da ficção. Devo publicar em breve, com pseudônimo. Também tenho vontade de fazer um livro para crianças com o tema do Holocausto. É um desafio.
    11 -  Você possui plano para próximas obras? E caso a resposta for sim, poderia deixar um pequeno spoiler? (risos)
    Sim. Um escritor está sempre com um projeto em elaboração! Meu próximo livro terá como pano de fundo o período da Inquisição em  Portugal e no Brasil e será uma grande história de amor, com muita ação e suspense.
    12 - Defina suas obras em 4 palavras:
    Instigante, emocionante, impactante, surpreendente! ( São adjetivos que peguei de críticas sobre os livros! Espero que despertem a curiosidade dos leitores de Oxente, leitora! )

    Bom gente, essa foi a entrevista de hoje e espero que tenham curtido conhecer um pouco mais sobre a Luiza Valente ou até mesmo descobrir a sua existência - que duvido muito isso ser possivel - Vou deixar as redes sociais dela logo abaixo. Ah, e para não esquecer, em breve sai resenha no blog desses livros maravilhosos!

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