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  • Resenha: A Seleção- Kiera Cass

    Livro: A Seleção
    Autora: Kiera Cass
    Editora: Seguinte
    Páginas: 368
    Resenhista: Paula Sesterheim
    Sinopse: Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto.
    Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa. Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma...

    Sabe aquele tipo de livro que você não tem interesse e apenas quer ler por que todo mundo já leu? A Seleção está nessa minha lista! O motivo pelo qual me recusava a ler antes é que via muitos falarem da trilogia (que mais tarde veio a tornar-se uma série) e tinha medo de me decepcionar. Sem falar que não é o tipo de livro que me agrada, mas me surpreendi com a qualidade dele e ri muito com os personagens, que me conquistaram rapidamente.

    A história se passa no futuro, em um país chamadIlléa, onde a sociedade foi dividida pelos monarcas em castas. Para que vocês entendam bem a hierarquia tratada no livro, vou começar falando das castas (coisa que tive que pesquisar durante a leitura para entender, pois é um fato bem importante na vida dos personagens). Ao todo são 8 castas, que definem a profissão e o status de cada um. Lembrando que relacionamentos entre pessoas de diferentes castas não são bem vistos.

    Casta 1: A nobreza e o clero; 

    Casta 2: Celebridades, modelos, atletas profissionais, políticos, atores e oficiais;

    Casta 3: A elite, educadores, filósofos, joalheiros, inventores, escritores, cientistas, médicos, veterinários, dentistas, arquitetos, bibliotecários, engenheiros, psicólogos, cineastas, produtores musicais, advogados;

    Casta 4: Fazendeiros, corretores de imóveis e de seguros, chefes de cozinha, mestres de obras, proprietários e donos de restaurantes, lojas e hotéis;

    Casta 5: Músicos dançarinos, fotógrafos, artistas de modo geral;

    Casta 6:  Secretários, serventes, governantas, costureiras, balconistas, cozinheiros, motoristas;

    Casta 7: Jardineiros, pedreiros, lavradores, pessoas que limpam calhas e piscinas, e quase todos os trabalhadores braçais;

    Casta 8: Pessoas com deficiência (especialmente quando desamparadas), viciados, fugitivos, sem-tetos;

    Como protagonista temos America Singer, uma garota da casta 5, que passa por dificuldades financeiras e vive em uma família de artistas, sendo ela cantora. A vida é extremamente complicada para eles, que muitas vezes tem que racionar a comida para não passar fome, mas esse é apenas um dos problemas que ela vive. America namora um rapaz chamado Aspen, que pertence à casta 6, trabalhando como servente e sustentando sua família desde que seu pai morreu. 

    Como falei acima, relacionamentos entre pessoas de diferentes castas são extremamente mal vistos e os dois sofrem muito por ter que manter seu namoro escondido de olhares acusatórios e vivem assim durante dois longos anos, até que America recebe um convite para participar da seleção, onde 35 garotos disutarão para ganhar o coração do príncipe Maxon e a vencedora se tornará rainha de Illéa futuramente. 

    A vida já era complicada o bastante para nossa protagonista, que sofre uma grande pressão da mãe em função da vida que levam, mas tudo se complica ao America receber a carta, já que ela começa a se sentir ainda mais pressionada por sua mãe para que se inscreva. Apesar de America achar que não tem chances, visto que milhares de garotas vão de inscrever, também não quer pelo fato de amar Aspen, mas também há a questão do dinheiro que receberá caso for selecionada, e todos sabem do quanto precisam disso, o que em alguns momentos a deixa na dúvida.

    Aspen, vendo a oportunidade que America insiste em jogar fora, acaba terminando o namoro para que ela se inscreva (apesar de não dizer isso) e ela acaba cedendo, já que sua mãe não para de tocar no assunto. Mesmo acreditando não ter chances, ela acaba sendo selecionada e é aí que sua vida começa a mudar.

    Mesmo achando que o príncipe seria um esnobe da corte, ela muda esse pensamento ao conhece-lo (de uma maneira bem extrovertida), America vê que ele é um homem diferente do que pensava ser, é gentil, amigo e ambos acabam tendo um ótimo relacionamento dentro do palácio. O fato do príncipe ser assim também se deve muito ao fato de se sentir pressionado por ser o príncipe, já que todos esperam grandes coisas dele e o mesmo não possui liberdade em suas escolhas, o que o acaba fazendo por esperar encontrar a mulher perfeita durante a seleção, pois sabe que passará o resto de sua vida com ela. 

    Quando ambos começam a se conhecer melhor, America também conhece a rotina dos monarcas e descobre muitos segredos que foram escondidos pela mídia por muito tempo e que coloca em risco a vida de todos no reino, mas, como se isso não pudesse bastar, Aspen acaba indo trabalhar no palácio como soldado e, apesar de muito lutar para esquece-lo, isso começa a se tornar cada vez mais difícil para ela a cada vez que o vê.

    Bom, esse foi um livro que me surpreendeu muito e de uma boa maneira! Não esperava gostar tantos dos personagens, mas tive inúmeras surpresas com eles. America é uma garota forte, corajosa e bastante imprevisível. Nunca sabemos qual será seu próximo passo, apenas sabemos que será memorável e muito divertido. Ela também acaba fazendo algumas amigas em meio as concorrentes que, em sua maioria, a querem fora da competição pois sentem que ela é um risco ali. Dei muitas risadas com as situações em que ela se metia, pois, de um jeito ou de outro, ela acaba arrumando confusões dentro do palácio simplesmente por não ligar se está ali em uma competição para o príncipe, o que acaba fazendo com que as outras concorrentes comecem a odia-la ainda mais já que ela é natural e, a maioria das outras garotas forçadas, e esse é um dos motivos pelo qual o príncipe acaba sentindo uma forte conexão com ela, ela não esconde o que pensa sobre ele ou sobre a monarquia.

    Outra coisa bem legal sobre ela é que muitas de suas atitudes ela faz pensando em sua família, principalmente em sua irmã mais nova. É lindo ver o quanto ela pensa neles e realmente quer ajuda-los a sair da difícil situação que estão vivendo, tanto que esse é um dos principais motivos pelo qual não deseja ser eliminada da seleção.

    Príncipe Maxon também é um ótimo personagem, pois, assim como America, é verdadeiro. No decorrer da história podemos ver o quanto ele realmente deseja encontrar a mulher da sua vida, pois tenta se aproximar o máximo que pode de todas elas, mas isso me incomodou um pouco. Não gostei dele se apegar tanto a seleção, já que a maioria das concorrentes está ali apenas pelo status e acredito que ele ignore isso muitas vezes isso já que está sendo pressionado por todos. É como se ele estivesse pensando mais em agradar ao seu povo e estivesse achei bem superficial essa parte. Nos outros livros me incomodou mais pois ele toma atitudes completamente precipitadas e acaba sempre dando essa justificativa. 

    Já tratando-se da relação de Maxon e America, não tem como não amar! Eles acabam ficando bem amigos e podemos ver que é uma amizade pura, sem interesses. É bem bacana ver que ambos acabam tornando-se confidentes um do outro em vista da situação que vivem. Sem falar que as melhores partes são dos dois, que vivem situações engraçadíssimas!

    Quanto a Aspen, acho que foi um dos personagens que mais gostei. É doce, cativante e completamente apaixonado por America (apesar de ter terminado com ela). Ele tenta voltar com America enquanto está trabalhando no palácio, mas acaba levando vários foras por ela estar extremamente magoada com ele (e não é para menos, né?), mas não desiste. Achei o amor que ele sente por ela lindo, mas também fiquei chateada quando os dois terminaram. Entendo que ele tenha feito isso pois não gostava que America lhe trouxesse comida (e ela fazia isso muitas vezes, pois entendia a dificuldade que ele e sua família passavam) e odiava o fato de não poder dar nada à ela, mas acho que ele não precisava ter chegado a esse ponto. Acredito que eles podiam ter contornado a situação.

    Gostei bastante da escrita, que é narrada a partir do ponto de vista da America e acabamos por nos envolver profundamente na história. Há romance, questões governamentais, dilemas, triângulos amorosos (America, Aspen e Maxon), e há muita amizade também.

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